Às 5 da manhã, São Paulo se divide em duas cidades. Uma dorme. A outra está saindo de um warehouse no Brás com a roupa colada no corpo, decidindo se vai pra casa ou pra mais um after que só ela sabe o endereço.
Essa segunda cidade não tem placa, não tem hashtag oficial, não aparece em guia de turismo. Ela se move por grupo de WhatsApp, por indicação de amigo de confiança, por instinto de quem já perdeu a conta de quantas madrugadas viveu assim.
É esse mapa invisível que a Raver Lab quer aprender a registrar sem expor quem precisa de proteção. Arquivo não é vigilância: é memória construída com contexto, consentimento e cuidado.